domingo, 4 de agosto de 2013

Sistema Solar




· Embora haja diversas teorias sobre a formação do Sistema Solar, ao certo, ninguém sabe como ele surgiu de fato. Mas, atualmente, entre essas teorias, a mais aceita é a da Hipótese Nebular. Ela defende que o Sol começou a brilhar quando seu núcleo atingiu aproximadamente 10 milhões de graus Celsius, e em consequência, também passou a sofrer uma série de reações de fusão nuclear que acabou gerando radiação suficiente para provocar um vento solar muito forte. Esse vento, conhecido como “onda de choque”, espalhou o gás e a poeira restantes das redondezas da estrela recém-nascida, para outros corpos, incluindo os planetas, que também acabavam de se formar a partir de enormes colisões entre protoplanetas (condensação de matéria que constitui a fase inicial na evolução de um planeta). De acordo com a mesma teoria, a composição desses aglomerados celestiais que mediam vários quilômetros, manteve uma estreita relação de distância com o Sol. Longe do astro, onde a temperatura era muito baixa, os corpos congelaram; enquanto perto deles, o gelo evaporou deixando apenas rochas e metais. Logo, no sistema solar exterior formaram-se grandes massas que deram origem aos planetas gigantes gasosos, de intensa gravidade e densas atmosferas; enquanto, mais próximos ao Sol, formaram-se os planetas terrestres. 
Os componentes do Sistema Solar
·    O Sistema Solar é um conjunto de astros formados pelo Sol, os planetas e seus satélites, os cometas e os asteroides. O Sol é uma estrela formada amarela com aproximadamente 695.500 km de raio e sua massa é de cerca de 330 mil vezes maior que a massa da Terra.
·      Os planetas são astros que giram ao redor do Sol seguindo trajetórias quase circulares chamadas órbitas. Quanto mais distantes se encontra um planeta, mais tempo demora para dar uma volta ao redor do Sol. Assim, Mercúrio, o mais próximo, leva apenas 88 dias para completar uma volta (translação) enquanto Netuno, o mais distante, leva 164,8 anos.
·     Quase todos os planetas do Sistema Solar têm satélites (a Terra tem um único, Marte tem dois...). Existem quatro planetas que têm anéis: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Os outros três tem anéis bem menos visíveis.
Tamanhos e distâncias
·   O maior astro do Sistema Solar é o Sol, tanto que deixa pequenos os outros componentes do Sistema. Os maiores planetas são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Tal é seu tamanho que algumas vezes são designados como “gigantes gasosos”. Os planetas rochosos (a Terra, Marte, Vênus e Mercúrio) são bem menores. De acordo com o raio da órbita, isto é, a distância até o Sol, distinguem-se dois grupos de planetas, os planetas interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e os planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).
·    Todos os planetas orbitam ao redor do Sol no mesmo plano. Plutão, cuja órbita está inclinada em relação aos planetas do Sistema Solar e cruza com a de Netuno, apresenta ocasiões em que está mais próximo do Sol que Netuno. Esse foi um dos motivos pelos quais Plutão perdeu o status de planeta e passou a ser um planeta-anão, além, sem dúvida, de seu reduzido diâmetro e de sua pequena massa.
O Sol
·      O Sol é uma estrela do Sistema Solar. Planetas, asteroides e outros astros orbitam ao seu redor. É uma estrela de tamanho mediano, composta principalmente de hidrogênio (92,1%) e hélio (7,8%) e outros elementos (0,1%) (porcentagem do número de átomos).
·      Entretanto, comparado com a Terra, o volume do Sol é enorme (aproximadamente 1,3 milhão de vezes o volume terrestre) e sua densidade é de apenas 1,41g/cm³. Sua massa, por isso, é somente 332946 vezes a massa da Terra.
·      O Sol é uma estrela de tamanho mediano. Tem aproximadamente entre 4,5 e 5,0 bilhões de anos, portanto metade de sua vida útil.
·      Como a Terra, o Sol tem um movimento de rotação. Este demora menos para ser completado na zona equatorial (período de 26,8 dias) que nos polos (36 dias). Essa rotação diferencial não acontece apenas no Sol; os grandes planetas gasosos também a apresentam.

  As partes do Sol
·      Coroa: envoltório externo de gases que alcança milhares de quilômetros de altura.  Estudos recentes demonstram que a emissão do vento solar seja possivelmente uma corrente de partículas eletricamente carregadas emitidas pelo Sol, explicando por que a temperatura da coroa solar chega a 1 milhão de graus Celsius e apenas 5 500 °C na superfície do Sol.
   ·      Cromosfera ou esfera de cor: Zona na qual tem origem as protuberâncias solares, nuvens em chamas com até 200 mil Km de altura.
   ·      Fotosfera ou esfera de luz: tem apenas 400 km de espessura e é formada por uma massa gasosa incandescente, na qual existem regiões escuras chamadas manchas solares. São zonas mais frias, cuja temperatura é de 3 500 °C.
   ·      Camada de convecção: é a camada do Sol onde a energia se propaga através de movimentos convectivos, ou seja, a parte que está em contato com a “Zona de Irradiação’’ é aquecida e, com isso, sua densidade diminui e tende a subir para a superfície e o que está na superfície desce para entrar em contato com a “Zona de Irradiação”“. Esse é o mesmo processo que ocorre com a água fervente num recipiente em aquecimento no seu fundo.
    ·      Camada radiativa: também chamada de capa ou envoltório com cerca de 280 mil km de espessura.
  ·   Núcleo: mede aproximadamente 400 mil km de diâmetro e em seu centro a temperatura supera os 15 600 000 °C.
   ·    Manchas solares: são zonas que têm uma temperatura menor que o resto da superfície do Sol (encontram-se a aproximadamente 3 500 °C, cerca de 2 000 °C menos que as zonas adjacentes). Por esse motivo, essas zonas são mais escuras que o restante do disco solar. Podem ser muito extensas, de até 50 000 km de diâmetro. O número de manchas visíveis no Sol muda com o tempo em um ciclo que se repete a cada onze anos.
   ·     Proeminências solares: além das manchas solares, outros fenômenos muito mais violentos e energéticos são frequentemente produzidos no Sol. As proeminências solares partem da superfície e são enormes línguas de fogo de milhares de quilômetros de comprimento. Essas labaredas emitem ao espaço exterior muitas partículas que chegam aos confins do Sistema Solar.
  ·    Emissão de energia: a energia emitida pelo Sol deve-se a uma reação de fusão nuclear que acontece em seu interior, em condições de elevada temperatura e pressão, através da qual dois átomos de hidrogênio se transforma em um átomo de hélio.
    Outras estrelas em relação ao Sol.
    Sírius: Constelação Cão Maior.
    Raio: 2 vezes maior que o Sol.
    Vega: constelação Lira.
    Raio: 4 vezes maior que o Sol.
    Capella: constelação Auriga.
    Raio: 10 vezes maior que o Sol.
    Arcturus: constelação Boötes. (Estrela gigante vermelha).
    Raio: 23 vezes o raio solar.
    Betelgeuse: constelação Órion. (Estrela supergigante vermelha).
A estrela Betelgeuse localiza-se no “ombro” da constelação conhecida como Orion, o Caçador. Ela é 1000 vezes maior que o Sol, é uma das maiores estrelas conhecidas e também uma das mais luminosas, emitindo mais luz do que 100000 Sóis juntos. Porém toda essa força tem um custo, a estrela encontrará seu destino final com uma espetacular explosão de supernova em poucos milhões de anos.

Fonte: Guia do Estudante, Ed. Moderna. Imagens Google. 

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