terça-feira, 22 de março de 2011

Capitalismo

Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais.
Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista: lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.
Primeira Fase: Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo
Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Europeias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas: busca dos lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.
Segunda Fase: Capitalismo Industrial
No século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios ( queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período.
O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas à vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa. O capitalismo ganhava um novo formato.
Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As populações destes continentes foram dominadas a força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricas europeias.
Terceira Fase: Capitalismo Monopolista-Financeiro
Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje.
Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comercio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.

Socialismo

Engels e Marx
Do ponto de vista político e econômico, o comunismo seria a etapa final de um sistema que visa à igualdade social e a passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora. Para atingir este estágio, deveria-se passar pelo socialismo, uma fase de transição onde o poder estaria nas mãos de uma burocracia, que organizaria a sociedade rumo à igualdade plena, onde os trabalhadores seriam os dirigentes e o Estado não existiria.
Características do socialismo
Diferentemente do que ocorre no capitalismo, onde as desigualdades sociais são imensas, no qual ilusoriamente quem trabalha mais ganha melhor, o socialismo é um modo de organização social no qual existe uma distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, com a finalidade de proporcionar a todos um modo de vida mais justo.
Sabe-se que as desigualdades sociais já faziam com que os filósofos pensassem num meio de vida onde as pessoas tivessem situações de igualdade, tanto em seus direitos como em seus deveres; porém, não é possível fixarmos uma data certa para o início do comunismo ou do socialismo na história da humanidade. Podemos, contudo, afirmar que ele adquiriu maior evidência na Europa, mais precisamente em algumas sociedades de Paris, após o ano de 1840 (Comuna de Paris).
Na visão do pensador e idealizador do socialismo, Karl Marx, este sistema visa a queda da classe burguesa que lucra com o proletariado desde o momento em que o contrata para trabalhar em suas empresas até a hora de receber o retorno do dinheiro que lhe pagou por seu trabalho. Segundo ele, somente com a queda da burguesia é que seria possível a ascensão dos trabalhadores.
A sociedade visada aqui é aquela sem classes, ou seja, onde todas as pessoas tenham as mesmas condições de vida e de desenvolvimento, com os mesmos ganhos e despesas. Alguns países, como, por exemplo, União Soviética (atual Federação Russa), China, Cuba e Alemanha Oriental adotaram estas ideias no século XX. A mais significativa experiência socialista ocorreu após a Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques liderados por Lênin implantaram o socialismo na Rússia.
Porém, após algum tempo, e por ser minoria num mundo voltado para o lucro e acúmulo de riquezas, passaram por dificuldades e viram seus sistemas entrarem em colapso. Foi a União Soviética que iniciou este processo, durante o governo de Mikail Gorbachov (final da década de 1980), que implantou um sistema de abertura econômica e política (Glasnost - reestruturação e Perestroika - transparência) em seu país. Na mesma onda, o socialismo foi deixando de existir nos países da Europa Oriental.

Lembranso sempre, o socialismo pregado por Lênin, nunca fora conhecido, pois o líder bolchevique morreu em 1924 e seu sucessor Josef Stalin governou a URSS com mão de ferro. O socialismo tão sonhado nunca existira, não o de Vladimir IIIich Ulianov.

Medvedev


Dmitry Anatolyevich Medvedev, terceiro presidente da Federação Russa, empossado em maio de 2008. Nasceu em Leningrado, atual São Petersburgo no ano de 1965, formado em direito pela Universidaade Estadual de Leningrado.
Indicado à presidência por seu antecessor Vladimir Putin, Medvedev é um bom presidente, mas vive quase a sombra do ex-presidente. Putin não é mais presidente, mas é o homem forte de seu país, como primeiro ministro é ele quem controla o país.

domingo, 20 de março de 2011

Putin


Vladimir Vladimirovich Putin, iniciou sua carreira política como vice-prefeito de São Petersburgo (antiga Leningrado)em 1994. Serviu na KGB, serviço secreto russo durante 15 anos e chegando ao posto de coronel.
Tornou-se secretário do Conselho de Segurança e, depois, primeiro-ministro de Ieltsin. Após a renúncia de Ieltsin em 31 de dezembro de 1999, Putin foi nomeado presidente interino da Rússia. Vladimir Putin é um vencedor também dos tatames, graduado em Sambô e campeão na modalidade. Seu mandato durou até 2008.

Ieltsin


Boris Nikolaievich Ieltsin, nomeado então vice-primeiro-ministro para a Construção, em 1990 foi eleito presidente do Congresso dos Deputados da Rússia, impulsionando a Perestroika. Em agosto de 1991, opôs-se ao golpe contra Gorbachev. Foi o primeiro presidente eleito democraticamente na Rússia em 1991, após o fim da União Soviética.
A saúde delicada de Ieltsin e as críticas que vinha recebendo, acabou renunciando em 31 de dezembro de 1999. Nomeou para suceder-lhe o primeiro-ministro Vladimir Putin.

Gorbatchev

Mikhail Sergueievitch Gorbatchev foi o último secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética de 1985 a 1991, implantou a Perestróika (reestruturação) e a Glasnost (tranparência). Como último líder da era URSS, conduziu o fim da Guerra Fria com os Estados Unidos e seu governo marcou a perda de poder do Partido Comunista, e a consagração de um projeto de transparência política e reestruturação econômica do país. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1990. Um golpe militar, em 1991, forçou-o a abandonar o seu cargo de Secretário-geral do Partido Comunista e o colocou em prisão domicilaiar. O povo russo reagiu ao golpe, sob a liderança de Boris Ieltsin e o regime comunista soviético acabou caindo.

Konstantin Chernenko


Konstantin Ustínovitch Chernenko dedicou sua carreira política ao Partido Comunista, tendo grande importância durante o governo de Stalin e Brejnev. Perdeu a disputa pelo poder com Andropov, mas foi eleito o secretário-geral do partido com a morte do colega em 1984. Coordenou uma reforma educacional na União Soviética e uma reestruturação burocrática do estado. Chernenko ficou apenas um ano no poder. Com problemas de saúde, morreu em 10 de março de 1985. Foi sucedido por Mikhail Gorbatchev.